COMBATE AO BULLYING E VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

porunice

COMBATE AO BULLYING E VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

7 DE ABRIL DIA NACIONAL DE COMBATE AO BULLYING E VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

 Dra. Terezinha Tartuce

 Uma das características da personalidade do homem, além da bondade, também se encontra a violência. Desde tempos remotos seres humanos se sobrepõe aos oprimidos, embora o relativismo cultural defenda que o bem e o mal, o certo e o errado, entre outras categorias de valores, são relativos a cada cultura.

A violência nas escolas e o bullying1  são temas antigos, mas continua atual e cada vez mais vitimizando crianças e adolescentes. Nos dias de hoje a Internet, as redes sociais, o próprio convívio entre as pessoas entre outros, não poupam a crueldade dos agressores (individuais ou em grupos) às vítimas em todas as classes sociais, mascarando a violência em forma de brincadeiras que podem adquirir uma vasta dimensão preocupante em todos os níveis de escolaridade, desde na Educação Infantil até nas séries mais avançadas do Sistema Educacional.

Importante se faz salientar que, o bullying e a violência nas escolas ao serem praticadas de forma física, verbal ou psicológica podem acarretar sérias consequências no aprendizado do educando gerando queda da autoestima, abandono escolar, sendo que em casos mais sérios o suicídio e outras tragédias. Observa-se que a violência e a intimidação mesmo em pequenas proporções ou em vias de fato, traz no seu âmago estreita relação com as categorias de gênero, classe social, raça/etnia, como também relações de poder, situações estas que não deixam de ser motivo de investigação da escola e da família.

O bullying, por exemplo, principalmente nas escolas, acontece no cotidiano dos estudantes como fato repetitivo, cruel e por vezes naturalizados. Essa agressividade atinge os direitos individuais da vítima, embora o agressor seja identificado, em certas situações, não sofre penalidades relevantes quer da instituição de ensino, da família ou da sociedade.

Apesar de algum progresso na verificação das ocorrências, a violência nas escolas, na atualidade, continua sendo uma questão que atinge não só no Brasil, mas também internacionalmente. Um número crescente de bullying, geralmente,  não é levado à uma investigação profunda, quer pela escola ou relapso das famílias tanto do agressor como das vítimas que são tratados de forma banalizada, sem importância, não dando ouvidos aos sinais da pessoa agredida, pois a perversidade nem sempre é física e, por vezes, mental.

Mais do que o corpo a desumanidade atinge a alma, destrói sonhos, acaba com a dignidade do sujeito limitando o seu pleno desempenho humano, afetando o desenvolvimento da criança e do adolescente como cidadão estável.

A Legislação Brasileira em relação àqueles que desrespeitam os princípios constituintes, inclui que a prática de bullying configura ato ilícito e o Código Civil, considera que todo o ato ilícito que cause dano a outrem gere o dever de indenização à vítima pelos responsáveis por situações de bullying que ocorram em seu contexto.

Consequentemente, em síntese, a escola precisa ser parceira da família e acolher aqueles que passaram por situações de bullying sendo criança, adolescente e mesmo professores que foram humilhados ou violentados. Incentivar o respeito às diferenças e observar a índole dos agressores.

Quem comete bullying por vezes não tem a consciência de quanto os seus atos podem ser prejudiciais. Por isso, não basta apenas punir o agressor, é preciso também fazê-lo ver os outros como pessoas, dignas do mesmo respeito e compaixão.”

 

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1 Bullying: palavra de origem inglesa que na prática se refere a gestos e atitudes que intimidam e agridem pessoas tanto verbal quanto fisicamente.