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Como uso de agrotóxicos sem orientação e assistência põe agricultores brasileiros em risco

Pesquisa em zona rural no Estado do Rio de Janeiro revelou que 90% dos participantes disseram ter sentido ao menos um sintoma aguda de exposição a pesticidas; apenas 23% disseram ter recebido treinamento ou apoio para manejo desses produtos.

Levantamento feito por professora da UFBA constatou que houve 1.309 mortes por intoxicação ocupacional provocada por agrotóxicos em trabalhadores rurais entre 2000 e 2009 — Foto: David Bebber
Levantamento feito por professora da UFBA constatou que houve 1.309 mortes por intoxicação ocupacional provocada por agrotóxicos em trabalhadores rurais entre 2000 e 2009 — Foto: David Bebber

Pesquisas recentes sobre a saúde dos agricultores familiares brasileiros têm chamado a atenção para a prevalência de problemas respiratórios, hormonais, reprodutivos e de alguns tipos de câncer possivelmente associados à exposição aos agrotóxicos.

Apesar de o Brasil ser um dos maiores consumidores mundiais de agrotóxicos, os esforços para medir o impacto desses produtos na saúde dos trabalhadores rurais ainda são incipientes. Em comum, esses novos estudos evidenciam que a falta de orientação e assistência técnica a pequenos agricultores resulta na falta de cuidados adequados para evitar intoxicações. A discussão sobre a segurança dos agrotóxicos está em alta desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, no final de agosto, a aprovação de um novo marco regulatório para agrotóxicos.

Para o pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP Rafael Junqueira Buralli, autor de um estudo sobre a condição respiratória de agricultores familiares expostos a agrotóxicos em uma pequena cidade do Rio de Janeiro, o despreparo é evidente: apenas 22,9% dos trabalhadores rurais avaliados no estudo afirmaram ter recebido treinamento ou apoio técnico para o manejo desses produtos. Entre os parentes dos trabalhadores, que com frequência auxiliam nas atividades de cultivo e também se expõem aos agrotóxicos, nenhum passou por treinamento.

Impacto na saúde respiratória

A pesquisa de Buralli, publicada em 2018 pelo International Journal of Environmental Research and Public Health, avaliou 82 indivíduos da zona rural de São José de Ubá-RJ por meio de questionários, análise de amostras de sangue e espirometria, um exame que mede a capacidade pulmonar.

Os exames revelaram diminuições dos padrões respiratórios nos trabalhadores rurais em comparação a indivíduos não expostos a agrotóxicos. E quanto maior a exposição, medida pela presença de biomarcadores no sangue, pior foi a condição respiratória observada no participante. Sintomas como tosse, alergia nasal e dificuldade para respirar foram mais prevalentes durante o período da safra do que na entressafra, o que sugere um efeito agudo durante o período de maior exposição, diz o pesquisador.

Segundo Buralli, 90% dos participantes também afirmaram sentir com frequência ao menos um sintoma agudo de exposição aos pesticidas, entre os quais os mais comuns foram irritações nas mucosas, dor de cabeça, taquicardia e palpitação, tontura, dor de estômago e câimbras. Além disso, 70% dos entrevistados relataram apresentar ao menos um sintoma crônico, como alterações no sono, irritabilidade e dificuldade de concentração e raciocínio.

Em busca de alterações genéticas

Para ilustrar o grau de desconhecimento da população rural de Casimiro de Abreu, no Rio de Janeiro, o enfermeiro Gilberto Santos de Aguiar, do Programa do Saúde do Trabalhador da Coordenação de Vigilância em Saúde da cidade, conta que ele já viu moradores armazenando água para beber em frascos de agrotóxico.

Aguiar faz parte de um projeto que busca investigar a associação dos agrotóxicos com doenças comuns entre os agricultores. A iniciativa surgiu a partir de um caso de câncer de pulmão em um trabalhador rural da cidade em que o médico identificou a exposição aos agrotóxicos como causa do tumor. “Evidenciamos que muitas vezes o adoecimento de um trabalhador rural não é um adoecimento natural, mas por exposição ao agrotóxico”, diz.

O grupo aplicou um questionário sobre uso de agrotóxicos e presença de sintomas em 41 propriedades rurais da região. O resultado foi encaminhado ao serviço de câncer ocupacional do Instituto Nacional de Câncer (Inca), que se interessou pelo projeto e hoje conduz um projeto de investigação de alterações genéticas por exposição a agrotóxicos na região.

Para Aguiar, a desinformação é o principal fator de risco para os pequenos agricultores da região. “A maioria dos agricultores utiliza agrotóxicos sem prescrição agronômica. A compra é orientada pelo funcionário do balcão da loja que vende agrotóxico, ou às vezes é feita na porta da propriedade por um carro que leva o kit de veneno”, afirma. Ele diz que não há nenhuma assistência técnica para orientar sobre o modo de uso e nenhuma fiscalização.

Um levantamento do perfil epidemiológico dos trabalhadores rurais de Casimiro de Abreu, publicado pela Revista Brasileira de Enfermagem no início do ano, constatou que 51,8% da população entrevistada afirma nunca usar equipamentos de proteção individual recomendados durante o manejo de agrotóxicos, como botas, luvas e máscaras respiratórias.

Problemas endócrinos e reprodutivos

Em sua pesquisa, que avaliou o impacto dos agrotóxicos na função da tireoide em trabalhadores rurais da soja da cidade de Sertão, no Rio Grande do Sul, a farmacêutica Tanandra Bernieri também constatou o esse tipo de descuido: nenhum dos 46 agricultores entrevistados afirmou utilizar equipamentos de proteção individual corretamente.

Do total, 34,8% afirmou usar luvas apenas na hora de fazer a mistura dos agrotóxicos. “Muitos não sabiam que o agrotóxico pode ser absorvido pela boca quando comem algo com as mãos sujas do produto”, conta Bernieri. “A fonte de informação deles são os vendedores ou pessoas da família e amigos.”

A biomédica Camila Piccoli, mestre pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, também pesquisou os efeitos dos agrotóxicos na tireoide de agricultores do Rio Grande do Sul, da cidade de Farroupilha. Ela e sua equipe constataram que a exposição aos agrotóxicos pode estar relacionada a um quadro de aumento do hormônio TSH e diminuição do hormônio T4, principalmente nos homens avaliados, resultando em sintomas análogos ao hipotireoidismo.

Ela também participou de um estudo, coordenado por seu colega Cleber Cremonese, que selecionou jovens de 18 a 23 anos da mesma região e, por meio do exame de espermograma, constatou a diminuição da mobilidade e morfologia do esperma dos jovens rurais em comparação aos jovens urbanos, além de alterações nos hormônios reprodutivos.

“Não se pode afirmar que as alterações estejam relacionadas somente ao uso de agrotóxicos”, afirma Piccoli. Mas os dados sugerem que os agrotóxicos podem estar relacionados ao fenômeno, principalmente por se tratar de uma população jovem, sem outros fatores de risco.

Novo marco regulatório

novo marco regulatório anunciado pela Anvisa traz mudanças na classificação toxicológica dos agrotóxicos e inclui mudanças na rotulagem dos produtos. Segundo a agência, as alterações podem facilitar a identificação de perigos à vida e à saúde humana.

Ao mesmo tempo, alguns produtos podem ser reclassificados para um grau de toxicidade menor, já que o novo critério leva em conta apenas estudos de mortalidade, desconsiderando outros sintomas comuns que não levam à morte. Para alguns dos pesquisadores que atuam na área, ainda não está claro se a nova classificação impactará a segurança dos agricultores.

Buralli observa que, como o nível de escolaridade dos agricultores é baixo, com muitos casos de analfabetismo, eles dificilmente leem o rótulo e as instruções da embalagem dos agrotóxicos. “Hoje a instrução parte mais dos técnicos nas lojas agropecuárias. Por isso, o ensino continuado providenciado pelas agências é muito mais importante do que o que está na bula”, afirma.

Para Vilma Santana, professora titular do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a mudança é preocupante, já que usa como critério somente a morte por intoxicação aguda, quando os casos mais comuns são os de intoxicação crônica.

“Se já temos uma situação de desproteção por conta do baixo nível de importância que se dá ao comportamento preventivo, do baixo nível de escolaridade do agricultor, e do uso indiscriminado de agrotóxico, se o nível de controle é reduzido, eu acredito que as consequências podem ser desastrosas.”

Santana é autora de um levantamento que constatou que houve 1.309 mortes por intoxicação ocupacional provocada por agrotóxicos em trabalhadores rurais entre 2000 e 2009, levando a uma mortalidade de 0,39 por 100 mil no ano de 2009.

“A mortalidade é pequena, mas no mundo desenvolvido, como na Inglaterra, um país que tem agricultura forte, nem se estima a mortalidade porque o número de casos de intoxicação aguda por agrotóxico é praticamente nulo”, afirma.

FONTE: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2019/09/09/como-uso-de-agrotoxicos-sem-orientacao-e-assistencia-poe-agricultores-brasileiros-em-risco.ghtml


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Em julho, micro e pequenas empresas geraram 41,5 mil vagas de trabalho.

As micro e pequenas empresas (MPE) foram responsáveis, em julho, pela criação de 41,5 mil empregos com carteira assinada no país –ou seja, 95% de todos os 43,8 mil empregos gerados (entre MPE, médias e grandes corporações e os da administração pública). As informações são do Sebrae Nacional, que fez o levantamento baseado em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia.

Em julho, as MPE do setor de Serviços geraram cerca de 20 mil postos de trabalho –destaque para o ramo imobiliário (15,2 mil). Em seguida, vêm as micro e pequenas empresas da Construção Civil (14 mil novas vagas). Entre os estados, São Paulo lidera a geração de empregos em julho deste ano (12.847 novas vagas), seguido por Minas Gerais (7.525 empregos). Com isso, a região Sudeste registrou o maior volume de postos de trabalho no mês passado no país, com mais de 20 mil novas contratações. A região Centro-Oeste ficou na segunda posição no ranking regional, com 6.700 novas vagas.

No acumulado de janeiro a julho, as micro e pequenas abriram 437,6 mil vagas, 2,4% acima do registrado pelo setor no mesmo período do ano passado. No setor de Serviços, os pequenos negócios foram responsáveis pela criação de 273,1 mil novos postos de trabalho. Já as MPE ligadas ao Comércio registraram saldo negativo de emprego, com o fechamento de 44,1 mil vagas, ou seja, mais demitiram do que contrataram nos primeiros sete meses deste ano.

FONTE: https://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2019/08/27/micro-e-pequenas-empresas-saldo-geracao-emprego-julho.htm

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Insper promove debate sobre mudança climática.

O Programa Avançado de Comunicação e Jornalismo do Insper promove nesta sexta-feira, 6, às 10 horas, um debate da Cúpula de Ação sobre o Clima. O evento é gratuito, e as vagas são limitadas. As inscrições podem ser feitas pela internet.Clique aqui. Para falar sobre esse tema, o Insper vai reunir Paulo Artaxo, professor de Física da Universidade de São Paulo (USP); Ana Paula Freire, da Coordenação de Comunicação do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN-SP); e Priscila Borin Claro, professora do Insper

Neste mês de setembro, líderes de governos, empresas e sociedade civil serão chamados a apoiar ações locais, nacionais e multilaterais com o objetivo de aumentar a consciência pública sobre a necessidade de ações para mitigar o impacto da mudança climática. Mais de 150 veículos de mídia dos Estados Unidos e de outras partes do mundo se comprometeram a se juntar a este esforço, produzindo material sobre os temas relacionados à mudança climática, em uma iniciativa capitaneada pela Universidade de Columbia.

fonte: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2019/09/02/insper-promove-debate-sobre-mudanca-climatica.htm

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Sarampo: doença volta com força em quatro países da Europa, informa OMS

Reino Unido, Grécia, República Tcheca e Albânia são os quatro países que perderam o status de "erradicação total" da doença, extremamente contagiosa.
O sarampo voltou à Europa com força, atingindo particularmente quatro países nos quais a doença era considerada erradicada, informa nesta quinta-feira (29) a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A organização detectou 89.994 casos de sarampo em 48 países europeus nos primeiros seis meses de 2019, mais que o dobro em relação ao mesmo período de 2018 (44.175 casos).

Reino UnidoGréciaRepública Tcheca e Albânia são os quatro países que perderam o status de “erradicação total” da doença, extremamente contagiosa.

Para a OMS, o status de “erradicação” corresponde à ausência de transmissão contínua durante 12 meses em uma zona geográfica particular.

No Reino Unido, 953 casos foram registrados em 2018 (489 desde o início de 2019), 2.193 na Grécia (28), 1.466 na Albânia (475) e 217 na República Tcheca (569).

“O retorno da transmissão do sarampo é preocupante. Sem a garantia e manutenção de uma cobertura imunológica maciça entre as populações, crianças e adultos sofrerão inutilmente e alguns morrerão”, advertiu Günter Pfaff, presidente da Comissão Regional de Verificação da Eliminação do Sarampo e da Rubéola.

“Cada um destes (quatro) países tem uma cobertura nacional de vacinação extremamente elevada. Então não se trata de exemplos de países com sistemas (de saúde) particularmente fracos”, destacou Kate O’Brien, diretora do Departamento de Vacinação da OMS.

“Penso que isto é um aviso para todo o mundo: não basta ter uma cobertura nacional elevada, é preciso levá-la para toda comunidade, toda família”.

Gravidade

O sarampo pode provocar complicações graves, às vezes fatais (37 mortes no primeiro semestre de 2019 e 74 em 2018 na Europa), e geralmente é transmitido por contato direto ou pelo ar, infectando as vias respiratórias e depois todo o organismo.

Na Europa, a doença atinge principalmente menores de 19 anos (60% dos casos). No primeiro semestre de 2019, quatro países concentraram 78% dos casos na Europa: CazaquistãoGeórgiaRússia e Ucrânia.

O sarampo é declarado erradicado em 35 dos 53 países da região. Em 2017, eram 37. É endêmico em 12 países, entre eles França Alemanha, onde a vacinação será obrigatória a partir de março de 2020.

Prevenção

Não há tratamento para o sarampo, mas pode ser prevenido com duas doses de uma vacina “segura e eficaz”, segundo a OMS, que estima em mais de 20 milhões o número de mortes evitadas no mundo entre 2000 e 2016 graças à vacinação.

Em nível mundial, o número de casos triplicou entre 1º de janeiro e 31 de julho, com 364.808, contra 129.239 no mesmo período de 2018. A OMS estima que há muitos casos não informados, e que a epidemia pode ser muito maior.

República Democrática do CongoMadagascar e Ucrânia são os países que lideram em número de casos.

A agência especializada da ONU avalia que ocorrem 6,7 milhões de mortes a cada ano relacionadas ao sarampo, segundo O’Brien.

Nos países ocidentais, é crescente a ideia de que existe um vínculo entre a vacina contra o sarampo e o autismo, baseada em um estudo falso, e a OMS afirma que não há qualquer risco com a vacinação.

fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/08/29/sarampo-doenca-volta-com-forca-em-quatro-paises-da-europa-informa-oms.ghtml



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O ‘alimento para o cérebro’ que todo vegano precisa conhecer

Colina, nutriente que ajuda na comunicação entre células nervosas, é encontrada em maior concentração em carnes e laticínios.

As pessoas que adotam uma dieta vegana, que exclui a carne ou qualquer alimento de origem animal, devem, entre outros cuidados, se certificar de que estão consumindo quantidade suficiente de um nutriente fundamental, mas pouco conhecido, para o cérebro.A colina, que ajuda na comunicação entre células nervosas, é encontrada em maior concentração em carnes e laticínios.

E quem não ingere esse tipo de alimento corre o risco de não obter colina suficiente, alerta a nutricionista Emma Derbyshire em artigo publicado na revista científica “BMJ Nutrition, Prevention & Health”.

O nutriente, que também está associado à função hepática, está presente principalmente no ovo, no leite e na carne. Mas existem alternativas. A colina também pode ser obtida pela ingestão de soja torrada, vegetais crucíferos – como brócolis e couve-de-bruxelas –, feijão cozido, cogumelos, quinoa e amendoim.

Derbyshire, especialista independente em nutrição e ciências biomédicas, escreveu na publicação científica que o Reino Unido estava ficando para trás de outros países por não recomendar ou monitorar os níveis de ingestão de colina.

As autoridades de saúde dos EUA, por exemplo, definem como níveis de “ingestão adequada” 425 mg/dia para mulheres e 550 mg/dia para homens.

Adotar o estilo vegano é uma escolha pessoal, mas grande parte dos seguidores atribui a opção a questões éticas e à preocupação com o meio ambiente. E há quem cite questões de saúde.

A colina, que faz parte das vitaminas do complexo B, é considerada essencial para a síntese do neurotransmissor acetilcolina, que desempenha um papel importante nas funções cognitivas, como processos de aprendizagem e formação de memórias.

E é particularmente importante para as mulheres durante a gravidez e a amamentação, uma vez que é transportada ativamente para o feto no útero, com suprimentos maternos relacionados à cognição, ou transferida para o bebê por meio do leite materno.

De acordo com o artigo, a deficiência do nutriente está relacionada a doenças hepáticas, pode comprometer a função cognitiva dos descendentes e causar possíveis distúrbios neurológicos.

Planejamento é essencial

Derbyshire alerta que quem adota uma alimentação vegana precisa compensar a possível deficiência do nutriente – assim como de ferro, vitamina B12, ômega-3 e cálcio.

“Se você não gosta desses alimentos, pode precisar tomar suplementos.”

Mas a Associação Dietética Britânica (BDA, na sigla em inglês) afirma que, com planejamento, é possível obter quantidade suficiente de colina a partir de uma dieta vegana.

“É perfeitamente possível atender a esses requisitos com uma dieta vegana ou à base de plantas”, declarou Bahee Van de Bor, porta-voz da BDA.

“Mas você precisa se planejar. Os alimentos podem ser veganos, mas não fornecer os nutrientes necessários.”

Os veganos devem prestar atenção, portanto, no que consomem e assegurar uma dieta variada.

“É provável que uma dieta vegetariana ou vegana saudável e variada forneça um pouco de colina”, diz o porta-voz.

Também é importante garantir que essa dieta seja bem equilibrada para garantir a ingestão de nutrientes suficientes como ferro, cálcio, zinco e vitamina B12.

“Dito isto, sabemos que pode haver muitos benefícios para a saúde ao seguir uma dieta baseada mais em plantas, embora isso não signifique necessariamente que os produtos de origem animal devam ser completamente excluídos”, acrescentou.

Segundo Derbyshire, pesquisas indicam que mulheres grávidas e lactantes, em particular, precisam garantir ingestão suficiente de colina em suas dietas, uma vez que o nutriente é extremamente importante para o desenvolvimento cerebral do feto.

FONTE: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/viva-voce/noticia/2019/08/30/o-alimento-para-o-cerebro-que-todo-vegano-precisa-conhecer.ghtml


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Duque levará à ONU proposta de pacto regional de conservação da Amazônia

O presidente da Colômbia, Iván Duque, afirmou neste domingo (25) que levará à ONU a proposta de um pacto regional de conservação da Amazônia, em resposta aos incêndios que consumem a maior floresta tropical do mundo.

“Queremos liderar entre os países que têm esse território amazônico um pacto de conservação” que será levado à Assembleia das Nações Unidas em setembro, disse o presidente em um evento público em uma comunidade indígena na Isla Ronda, departamento do Amazonas, limítrofe de Peru e Brasil.

A iniciativa busca preservar a floresta do desmatamento e dos incêndios que devastam a Amazônia, compartilhada por Colômbia, Brasil, Bolívia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, assim como a Guiana Francesa, um departamento de ultramar da França.

“Nós não temos neste momento uma situação de incêndios como a que o Brasil vive, mas devemos nos prevenir também e essa visita é para gerar alerta”, acrescentou.

Antes de levar a proposta à assembleia das Nações Unidas, o presidente colombiano apresentará o pacto à reunião do gabinete binacional do qual participará na próxima terça-feira (27) com o presidente peruano Martín Vizcarra na cidade de Pucallpa.

O presidente da Colômbia, Iván Duque, durante cerimônia de comemoração dos 200 anos da república do país, em Tunja, no dia 7 de agosto  — Foto: Courtesy of Colombian Presidency/Handout via Reuters

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/08/25/duque-levara-a-onu-proposta-de-pacto-regional-de-conservacao-da-amazonia.ghtml

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‘O MERCADO PRODUZ DOENÇA, E ELAS PRODUZEM VIDA’: CONHEÇA AS MULHERES DA MARCHA DAS MARGARIDAS

A REFORMA DA PREVIDÊNCIA, a liberação desenfreada de agrotóxicos no governo de Jair Bolsonaro, a mineração em terras indígenas e o feminicídio estiveram na pauta da Marcha das Margaridas, que ocorreu nesta quarta-feira. O Eixo Monumental, em Brasília, foi ocupado por 100 mil mulheres, segundo a organização, “na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”.

A marcha acontece desde 2000 e é considerada a maior ação de mulheres da América Latina. Ela reúne as demandas por políticas públicas de trabalhadores que produzem comida sem veneno e prezam pela conservação do ambiente. O nome do evento é uma homenagem a Margarida Alves, trabalhadora rural e ex-presidente do sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Grande, na Paraíba. Ela foi executada por fazendeiros há 36 anos por lutar por direitos trabalhistas.

Neste ano, mulheres do campo, quilombolas, pescadoras, ribeirinhas, indígenas, quebradeiras de coco e trabalhadoras urbanas foram às ruas para continuar a luta de Margarida Alves. A fotógrafa Luara Loth registrou a marcha para o Instragram do Intercept Brasil e perguntou às manifestantes: Por que você está na Marcha das Margaridas?

fonte: https://theintercept.com/2019/08/14/mulheres-da-marcha-das-margaridas/

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Fumaça de queimadas é ameaça à saúde pública, alertam médicos.

 

 

Pesquisadores brasileiros expuseram células pulmonares à fumaça: em casos extremos isso levou ao câncer - Greenpeace/Divulgação

Queimadas provocaram aumento no número de pessoas buscando socorro médico, diz diretor de hospital em Rondônia. Fumaça de incêndios florestais ataca pulmões e coração Há quatros dias, Maycon, de 4 anos, está internado no Hospital Infantil Cosme e Damião, em Porto Velho (RO). O motivo é uma crise de asma provocada pela fumaça das queimadas que cobre a cidade desde a semana passada. “No domingo, ele começou a passar mal, ficou com a respiração difícil e falta de ar. Viemos correndo para a emergência e já internaram. Agora ele está melhor, tomando antibióticos e fazendo inalação”, conta a mãe do garoto, preocupada com a saúde do filho, ela acrescenta que a médica só não deu alta ainda por conta da continuidade dos incêndios. “Como a névoa de fumaça se mantém muito forte por aqui, ela acha que vamos sair e voltar no dia seguinte.” O pequeno Maycon não é o único atingido. As queimadas que destroem áreas verdes do Brasil há mais ou menos duas semanas, sobretudo nas regiões Norte e Centro-Oeste, têm levado muita gente para os centros médicos. No próprio Hospital Infantil Cosme e Damião, que atende a todo o estado de Rondônia, o diretor-adjunto Daniel Pires de Carvalho diz que foram realizados 120 atendimentos de crianças com problemas respiratórios de 1 a 10 de agosto, e 380, de 11 a 20. “Moro em Porto Velho há 20 anos, e esse, com certeza, é o pior período de incêndios. Em alguns dias, não conseguimos nem ver o sol. Isso, aliado ao tempo seco, tem causado muitos problemas de saúde na população”, complementa o médico.

Por que queimadas prejudicam a saúde?

A saúde humana é afetada pelas queimadas porque a fumaça proveniente dela contém diversos elementos tóxicos. O mais perigoso é o material particulado, formado por uma mistura de compostos químicos. São partículas de vários tamanhos e, as menores (finas ou ultrafinas), ao serem inaladas, percorrem todo o sistema respiratório e conseguem transpor a  a barreira epitelial (a pele que reveste os órgãos internos), atingindo os alvéolos pulmonares durante as trocas gasosas e chegando até a corrente sanguínea.

Outro composto prejudicial é monóxido de carbono (CO). Quando inalado, ele também atinge o sangue, onde se liga à hemoglobina, o que impede o transporte de oxigênio para células e tecidos do corpo. “Isso tudo desencadeia um processo inflamatório sistêmico, com efeitos deletérios sobre o coração e o pulmão. Em alguns casos, pode até causar a morte”, explica o pneumologista Marcos Abdo Arbex, vice-coordenador da Comissão Científica de Doenças Ambientais e Ocupacionais da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Araraquara (Uniara).

Consequências da fumaça para o ser humano A lista de problemas provocados pela inalação da fumaça de queimadas florestais é grande. Os mais leves, segundo Carvalho, são dor e ardência na garganta, tosse seca, cansaço, falta de ar, dificuldade para respirar, dor de cabeça, rouquidão e lacrimejamento e vermelhidão nos olhos. “Eles variam de pessoa para pessoa e dependem do tempo de contato com a fumaça”, comenta. “No geral, ela afeta mais as vias respiratórias, agravando os quadros de doenças prévias, como rinite, asma, bronquite e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Os extremos de idade, ou seja, crianças e idosos, são os que mais sofrem, por serem mais sensíveis”, comenta.

Arbex acrescenta que as queimadas não só pioram, como também desencadeiam essas mesmas enfermidades, assim como as cardiovasculares, insuficiência respiratória e pneumonia. “Além disso, provocam quadros de alergia e, quando a exposição é permanente, há o risco de desenvolvimento de câncer”, indica o médico. Por falar em câncer, o estudo “Queima de biomassa na Amazônia causa danos no DNA e morte celular em células pulmonares humanas”, de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e publicado em 2017 na revista científica Nature, constatou que a fumaça aumenta a inflamação, o estresse oxidativo e causa danos genéticos nas células do pulmão. A pesquisa concluiu que “o dano no DNA pode ser tão grave que a célula perde a capacidade de sobreviver e morre ou perde o controle celular e começa a se reproduzir desordenadamente, evoluindo para câncer de pulmão”.

Para chegar a este resultado, células do pulmão humano foram expostas a partículas de fumaça coletadas em Porto Velho, uma das cidades mais afetadas pelos incêndios na Amazônia, e analisadas em laboratório. É importante destacar que não são apenas as pessoas que vivem próximas às áreas onde são comuns os incêndios florestais que sofrem com a fumaça. Em situação de queimadas mais intensas, como as que o país vive nas últimas semanas, a névoa provocada pelo fogo pode viajar milhares de quilômetros e atingir outras cidades, estados e até países.

Inclusive, há indicações de que foi isso o que ocorreu em São Paulo na última segunda-feira (19). Nesse dia, a união de uma frente fria com resíduos oriundos das queimadas nas regiões Norte e Centro-Oeste do país e na Bolívia e no Paraguai fez com que o céu escurecesse no meio da tarde na capital e no litoral paulista. Para amenizar os efeitos das queimadas na saúde, alguns cuidados são necessários, como evitar, na medida do possível, a proximidade com incêndios, manter uma boa hidratação, principalmente em crianças menores de 5 anos e idosos maiores de 65 anos, e manter os ambientes da casa e do trabalho fechados, mas umidificados, com o uso de vaporizadores, bacias com água e toalhas molhadas. Também é indicado usar máscaras ao sair na rua, evitar aglomerações em locais fechados, e optar por uma dieta leve, com a ingestão de verduras, frutas e legumes. Fora isso, em caso de urgência deve-se buscar ajuda médica imediatamente.

FONTE: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2019/08/22/fumaca-de-queimadas-e-ameaca-a-saude-publica-alertam-medicos.htm

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Mercado financeiro prevê menos inflação e alta maior do PIB em 2019

Projeção de inflação dos analistas para este ano caiu de 3,76% para 3,71% Expectativa de crescimento do PIB passou de 0,81% para 0,83%. Números são resultado de pesquisa do BC.

 

Os economistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para 2019 e também elevaram a previsão de crescimento da economia neste ano. A projeção constam no boletim de mercado conhecido como relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central (BC). O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras. De acordo com a instituição, os analistas do mercado financeiro baixaram a estimativa de inflação para este ano de 3,76% para 3,71%. Foi a segunda queda seguida do indicador.

Com isso, a expectativa de inflação do mercado para 2019 segue abaixo da meta central, de 4,25%. O intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2020, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,90%. No próximo ano, a meta central de inflação é de 4% e terá sido oficialmente cumprida se o IPCA oscilar entre 2,5% e 5,5%.

PIB

Para este ano, a estimativa de alta do PIB subiu de 0,81% para 0,83%. Para 2020, a previsão de crescimento do PIB avançou de 2,1% para 2,2%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Para 2019, a previsão do Banco Central é de uma alta de 0,8%, e a do Ministério da Economia é de um crescimento de 0,81%.

Outras estimativas

  • Taxa de juros – O mercado manteve em 5% ao ano a previsão para a taxa Selic no fim de 2019. Atualmente, a taxa de juros está em 6% ao ano. Com isso, o mercado segue prevendo queda nos juros neste ano. Para o fim de 2020, a previsão continuou em 5,50% ao ano. Desse modo, os analistas continuam estimando alta dos juros no próximo ano.
  • Dólar – A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2019 subiu de R$ 3,75 para R$ 3,78 por dólar. Para o fechamento de 2020, foi elevada de R$ 3,80 para R$ 3,81 por dólar.
  • Balança comercial – Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2019 permaneceu em US$ 52 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado subiu de US$ 47,60 bilhões para US$ 48 bilhões.
  • Investimento estrangeiro – A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2019, ficou estável em US$ 85 bilhões. Para 2020, a estimativa dos analistas recuou de US$ 85,28 bilhões para US$ 84,68 bilhões.

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/08/19/mercado-financeiro-preve-menos-inflacao-e-alta-maior-do-pib-em-2019.ghtml

porMarketing Unice

Joanne Chory: “As plantas estão estressadas, florescem em épocas que não deveriam”

Botânica e geneticista do Instituto Salk, Joanne Chory foi premiada por seu revolucionário projeto sobre o emprego de cultivos na redução do CO2.

Joanne Chory acredita que uma das ferramentas mais efetivas para frear a mudança climática está diante de nós. Não é preciso fabricar nada. É algo que vem sendo naturalmente aperfeiçoado há milhões de anos, e basta direcionar um pouco o processo para que tenhamos um importante impacto na redução das concentrações atmosféricas de CO2. Com uma modificação genética, as plantas podem desenvolver raízes mais duras e profundas, que retenham parte do CO2 que elas normalmente expelem na atmosfera ao apodrecerem. Em grande escala, se isso se aplicar nos grandes cultivos de cereais do mundo, poderia reduzir em 20% a emissão de dióxido de carbono decorrente da mudança climática. A ideia de Chory (Boston, 63 anos) lhe valeu o Prêmio Princesa de Astúrias de Pesquisa deste ano. Ela recebeu a reportagem do EL PAÍS no seu escritório do Instituto Salk em La Jolla, Califórnia. Os sintomas do Parkinson que lhe foi diagnosticado há 15 anos já são muito visíveis. Mesmo assim, continua indo diariamente ao trabalho. No mínimo, é um estímulo para correr mais depressa na batalha pelo planeta.

Pergunta. Quando começou a pesquisar a genética das plantas, há 30 anos, o aquecimento global só era estudado pelos especialistas em clima, não preocupava outras disciplinas.

Resposta. Sim, o resto da comunidade científica estava dormindo. Os jornais mal falavam disso. O debate estava circunscrito à climatologia. Como em tudo, há um mainstream na ciência. Não sei de quem é a culpa, ou se há uma culpa. Talvez as pessoas não tivessem suficiente informação para perceber que nós estávamos causando o problema.

P. Que efeito tem a mudança climática sobre as plantas?

R. Todas as plantas estão estressadas. Há 20 anos é fácil de ver. Noto no meu jardim: tudo floresce quando não deveria. Tenho uma magnólia chinesa que está dando flor no meio do inverno, não tem nenhum sentido. E depois morre no verão, quando deveria estar verde e bonita. Costumo dizer que minha magnólia vive no fuso horário da China e tem jet lag.

P. Seu projeto em questão, como ele favorece que as plantas participem da luta contra a mudança climática?

R. O objetivo é ajudar as plantas a redistribuírem parte do dióxido de carbono que absorvem normalmente com a fotossíntese. Ou seja, pegam CO2 do ar e água da terra, e por meio da fotossíntese o transformam em açúcares. Quando a planta morre, esses açúcares voltam para a atmosfera transformados novamente em dióxido de carbono. Nosso projeto busca que a planta guarde esse CO2 em uma parte que seja resistente à decomposição. Os níveis de CO2 são mais altos no inverno, quando acontece a decomposição, e mais baixos quando as plantas estão crescendo. Isso nos indica que há uma forma de facilitar que as plantas ajudem a reduzir o dióxido de carbono.

P. Como são essas plantas modificadas?