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Os três alimentos que ajudam os bebês desnutridos a se recuperar mais rápido

Uma alimentação rica em banana, grão-de-bico e amendoim ajuda na recuperação da flora intestinal de crianças desnutridas, de modo a impulsionar seu desenvolvimento. É o que mostra uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Washington, nos EUA, publicada na revista científica “Science”Estes alimentos se revelaram particularmente indicados para estimular as bactérias saudáveis do organismo de crianças gravemente desnutridas em Bangladesh. E essa seria a chave, de acordo com o estudo, para que os ossos, o cérebro e o corpo das crianças, de uma maneira geral, se tornem mais propensos a crescer. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a desnutrição infantil é um problema crítico de saúde global que atinge mais de 150 milhões de crianças em todo o mundo, sendo responsável por quase metade das mortes de crianças menores de cinco anos. Além de serem fracas e pequenas, muitas crianças desnutridas apresentam comunidades de bactérias “incompletas” ou “imaturas” em seus intestinos, em comparação com crianças saudáveis da mesma idade.

Estimular as bactérias boas

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo acreditam que esta microbiota “imatura” pode ser a razão que explica a falta de crescimento das crianças. Mas nem todos os alimentos são igualmente eficientes para resolver o problema.

Os cientistas estudaram então os principais tipos de bactérias presentes nos microbiomas de crianças em Bangladesh. E fizeram um experimento para ver que grupos de alimentos estimulavam essas bactérias em camundongos e porcos. Na sequência, testaram por um mês diferentes combinações de dietas em 68 crianças com idades entre 12 e 18 meses em Bangladesh.Após monitorar a recuperação das crianças, uma dieta se destacou entre as demais: a que era composta por pasta de banana, soja, farinha de amendoim e grão-de-bico. Eles descobriram que essa dieta estimulava os micro-organismos presentes no intestino ligados ao crescimento dos ossos, ao desenvolvimento do cérebro e do sistema imunológico. São ingredientes baratos e encontrados em Bangladesh, sendo acessíveis também em outras partes do mundo.

Reparação

Jeffrey Gordon, professor da Universidade de Washington e principal autor do estudo, explica que o objetivo da pesquisa era “mirar nos micróbios para recuperação” das crianças.

“Os micróbios não enxergam bananas ou amendoim, eles só veem uma mistura de nutrientes que podem usar e compartilhar.”

“Esta foi a fórmula que funcionou melhor em seres humanos e animais, uma vez que gerou uma reparação maior”, acrescenta Gordon, que realizou o estudo em parceria com o International Centre for Diarrhoeal Disease Research, em Dhaka.

Outras dietas, ricas em arroz ou lentilhas, por exemplo, não funcionaram tão bem. E, em alguns casos, provocaram ainda mais danos à flora intestinal. Gordon explicou que ainda não está totalmente claro por que esses alimentos funcionaram melhor. Um estudo mais completo está em andamento para avaliar se esta dieta tem efeitos no longo prazo sobre o peso e a altura das crianças. “Esta é uma comunidade de micro-organismos que vai muito além do intestino”, diz ele. “Está intimamente ligada ao estado de saúde e precisamos entender seus mecanismos para também poder repará-los no futuro”.

O que é o microbioma?

A maior parte do seu corpo não é humana: se você contar todas as células do seu organismo, apenas 43% são humanas. O restante são micro-organismos, o chamado microbioma, que inclui bactérias, vírus, fungos e archaeas (grupo de micro-organismos unicelulares). Não é à toa que o microbioma é conhecido como o nosso “segundo genoma”. Os microbiomas diferem imensamente de pessoa para pessoa, dependendo da dieta, estilo de vida e outros fatores. E eles influenciam tudo: saúde, apetite, peso, humor. Cientistas acreditam que o microbioma pode estar relacionado a transtornos como alergias, obesidade, inflamação intestinal, Mal de Parkinson, depressão e autismo.

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Terremoto de 5.8 é registrado na costa do Nordeste.

Um terremoto de magnitude de 5.8 na escala Richter foi registrado às 22h40 de ontem (4) no oceano Atlântico, com epicentro a 163 km do arquipélago de São Pedro e São Paulo. O conjunto de dez ilhotas fica localizado a 972 km de Natal (RN). Por ter ocorrido próximo ao Nordeste, a possibilidade de um tsunami atingir a região ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter de hoje. Entretanto, especialistas consultados pelo UOL descartaram o risco deste evento.

O epicentro do tremor ocorrido ontem está a 738km da ilha de Fernando de Noronha, a 1.100km do município de São Miguel do Gostoso (RN), a 1.111km de Natal (RN) e a 1.295km de Fortaleza (CE). Segundo o LabSis (Laboratório Sismológico) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, esse tipo de terremoto não gera tsunami porque não houve movimento vertical das placas e a magnitude também não tem potencial. “Houve movimento transcorrente, no qual as placas deslizaram gerando o terremoto. Esse tipo de evento não gera tsunami porque não houve movimento vertical do solo. Nesse caso, a possibilidade de uma onda gigante é zero”, explica o geofísico Eduardo Menezes, do LabSis.

“Este tipo de movimento, mesmo no meio do oceano, não vai gerar tsunami. Além disso, não teve magnitude. Um tsunami requer um evento de magnitude maior que 6.5 e 7, o que não foi o caso”, diz o coordenador do LabSis, Aderson Nascimento. Os dois especialistas afirmam que é comum a ocorrência de terremotos na região entre os oceanos Atlântico Sul e Norte porque há “bordo do placa”, que existe desde a formação do planeta. Eles observam que pelo horário do evento, se tivesse gerado um tsunami, a onda gigante já teria atingido o Nordeste.

Medo de tsunami O temor de um tsunami atingir o litoral do Nordeste fez o assunto ser um dos mais comentados no Twitter e outras redes sociais hoje. Apesar do medo, internautas criaram memes brincando com a história. “Devido à falta de verbas, o evento tsunami no Nordeste foi cancelado”, escreveu Mara Câimbra.

FONTE: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2019/08/05/terremoto-de-58-e-registrado-na-costa-do-nordeste-nao-ha-ricos-de-tsunami.htm

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7 destinos da Rússia para viajar de trem

Os passeios de trem pela Rússia podem levar de algumas horas a uma semana inteira, cabe ao turista decidir a melhor opção. As viagens costumam ser confortáveis e tranquilas com belas paisagens neste país que abraça dois continentes.

Confira sete destinos possíveis para conhecer a Rússia em um trem:

1. Expresso do Inverno ao redor da região de Moscou

Há muitos lugares interessantes ao redor de Moscou: em Kolomna, por exemplo, é obrigatório experimentar a famosa pastilá de maçã. Em Istra, não deixe de visitar o Mosteiro Nova Jerusalém, é no inverno que a cidade celebra a Epifania com um mergulho nas águas geladas do rio de mesmo nome e, em Serguiev Possad, veja o museu de brinquedos. Você pode chegar até lá em trens muito confortáveis, seja sozinho ou em uma excursão. Os trens e rotas mudam toda temporada: até o final de fevereiro, você pode visitar feiras de Ano Novo no Expresso do Inverno, ou celebrar a Maslenitsa russa e se encher de panquecas na primavera.

Em todas as temporadas, diversas vezes os passeios são gratuitos. Também é possível se inscrever no site do sistema ferroviário suburbano de Moscou e pedir um guia em inglês.

2. ‘Rússia Imperial’, de Moscou a Vladivostok

Que tal a lendária Ferrovia Transiberiana ligando Moscou e Vladivostok? Imagine só: você embarca no trem na segunda-feira, desembarca só na segunda seguinte e ainda está na Rússia! Um trem comum de passageiros circula diariamente, passando por Ecaterimburgo, Novosibirsk, Tiumên, Krasnoyarsk, Irkutsk e muitas outras cidades com paradas curtas de 15 a 20 minutos cada.

E é claro que você não precisa passar todo o tempo a bordo – é possível ir de trem por alguns dias e dar uma descida também. A viagem a bordo do trem turístico “Rússia Imperial” dura duas semanas, mas inclui paradas de dia inteiro, excursões, refeições e até mesmo um cruzeiro em um iate particular em Vladivostok. Há também um tour opcional para Pequim. Você consegue pensar em uma viagem melhor que esta?

3. ‘Expresso Circum-Baikal’

A Estrada de Ferro Circum-Baikal (em russo, “Krugobaikalskaia”) costumava fazer parte da Transiberiana, mas a construção da usina hidrelétrica de Irkutsk fez com que partes da pista acabassem inundadas, interrompendo sua rota. Hoje, a linha é usada tanto por trens de turismo vintage, como por trens regulares de passageiros. Esta é a melhor rota para ver a beleza do Lago Baikal. Ela começa na estação de Slyudyanka (acessível a partir de Irkutsk) e vai até a estação de Porto Baikal, fazendo várias paradas ao longo do caminho, cada uma com duração de 15 a 40 minutos.

A partir da última estação, pode-se pegar uma balsa para a aldeia Listvyanka e, de lá, um ônibus de volta para Irkutsk. A viagem inteira leva aproximadamente 12 horas.

4. Trem retrô no norte de Moscou

Outra opção é subir em um trem vintage do início do século 20 que viaja pelo norte de Moscou. Ele parte da estação ferroviária Rajska e vai para a plataforma Krasnyy Baltiyets. A viagem em si dura apenas 15 minutos, após os quais há um tour por um antigo depósito de Moscou. Todo o percurso leva três horas.

5. Anel de Ouro

O anel de ouro – a trilha turística mais famosa da Rússia – refere-se a um círculo de cidades e vilarejos antigos ao nordeste de Moscou que preservaram sua arquitetura medieval tradicional. As viagens turísticas ferroviárias duram de 2 a 3 dias e incluem várias paradas (Vladimir, Suzdal, Iaroslavl e outras), além de excursões.

 

 

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FGTS: Quem poderá sacar e como são as novas regras

Governo federal confirmou a liberação de saques das contas ativas e inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), em anúncio realizado na tarde desta quarta-feira, em Brasília. Os saques poderão ser feitos a partir de setembro deste ano, segundo um calendário preparado pela Caixa Econômica Federal. Além do saque imediato até 500 reais por conta ativa e inativa do FGTS, a equipe econômica do Governo Bolsonaro anunciou a liberação do que chamou de Saque-Aniversário a partir de 2020, quando o trabalhador poderá retirar anualmente um percentual do seu dinheiro disponível no Fundo.

Há atualmente 260 milhões de contas vinculadas ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, sendo que oito em cada dez contas possuem um saldo de até 500 reais (leia abaixo como consultar o seu saldo). Caso a pessoa tenha mais de uma conta, por exemplo, poderá sacar até 500 reais de cada uma delas, portanto o valor do saque imediato pode ser superior ao limite estabelecido pelo Governo.  Com a liberação dos saques das contas do FGTS, o Ministério da Economia espera atingir 96 milhões de trabalhadores e, com isso, colocar para circular 42 bilhões de reais até em 2020.

Saque-Aniversário

O cronograma de saques para a modalidade Saque-Aniversário de 2020 dos aniversariantes do primeiro semestre foi divulgado nesta quinta-feira por meio de medida provisória:

Tabela de valor disponível para saque na modalidade 'aniversário', de acordo com o saldo disponível.
Tabela de valor disponível para saque na modalidade ‘aniversário’, de acordo com o saldo disponível.DIVULGAÇÃO

– Nascidos em janeiro e fevereiro realizarão saques de abril a junho do ano que vem

– Nascidos em março e abril realizarão saques de maio a julho de 2020

– Nascidos em maio e junho realizarão os saques de junho a agosto de 2020

O calendário para quem nasceu no segundo semestre não foi informado na MP.

Mas a partir de 2021, o brasileiro com saldo no FGTS terá três meses para sacar seu dinheiro: o mês do seu aniversário e os dois meses subsequentes. Ou seja, a pessoa que faz aniversário em 10 de maio terá entre o dia 1 de maio até o último dia útil de julho para efetuar o saque da conta, cujo valor também depende do saldo disponível.

O cotista precisa comunicar sua intenção de aderir à modalidade à Caixa a partir de outubro de 2019. Entretanto, caso mude de ideia depois, terá de esperar até dois anos para voltar à regra anterior. Quem optar por aderir ao saque-aniversário não poderá mais retirar o que tiver disponível em suas contas no fundo no caso de uma demissão. Como o saque anual permite apenas a retirada de um percentual das contas, as demais hipóteses de retirada —como para a compra de um imóvel, aposentadoria ou em caso de doenças graves, por exemplo— continuam iguais. “O trabalhador, poderá, portanto, mesmo em caso de opção pelo saque-aniversário, utilizar seu saldo para compra de imóveis para habitação ou usá-lo para pagar dívidas resultantes de financiamento habitacional”, esclarece a Caixa.

Como consultar o saldo disponível

Para saber quanto o trabalhador possui de saldo, basta acessar o site da Caixa ou do próprio FGTS. Também é possível tirar o extrato das contas pessoalmente, nas agências da Caixa, ou ainda pelo aplicativo do Fundo (disponível para iOS, Android e Windows). Ainda visando reagir à estagnação da economia brasileira, anunciou ainda uma nova liberação para saques do fundo PIS/Pasep. “Estamos devolvendo aos trabalhadores o direito de sacar o seu dinheiro do FGTS. Estamos garantindo mais liberdade ao trabalhador com o seu dinheiro”, disse o presidente Jair Bolsonaro, ao assinar a medida provisória autorizando os saques.

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Cientistas descobrem três novos planetas fora do Sistema Solar com ajuda de satélite da Nasa

O satélite Tess, o “caçador de planetas” da agência espacial americana (Nasa), encontrou três novos planetas que estão entre os menores detectados fora do Sistema Solar. A descoberta foi publicada nesta segunda-feira (29) pela revista “Nature Astronomy”. O Tess (Transiting Exoplanet Survey Satellite, em inglês) foi desenvolvido pela Nasa em colaboração com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Ele observará uma área 20 vezes maior que o seu antecessor, o satélite Kepler. Segundo estimativas da missão, 20 mil novos exoplanetas – termo usado para os que estão fora do Sistema Solar – serão conhecidos e acompanhados por telescópios da Terra.

As novas descobertas mostram mundos com características parecidas com os encontrados no Sistema Solar.

Um dos três exoplanetas é como a Terra, um pouco maior e com uma superfície rochosa, e foi chamado de planeta b. Os outros dois, os planetas c e d, são gasosos e parecidos com Netuno, mas com cerca de metade do tamanho. Eles estão localizados a 73 anos-luz de distância.

Sistema ‘TOI-2070’

O novo trio está no sistema que recebeu o nome “TOI-2070”. Planetas b, c e d têm aproximadamente o mesmo tamanho e, de acordo com os astrônomos do estudo, podem ser um “elo perdido” na formação de planetas, já que têm características da Terra e de Netuno. Eles orbitam uma estrela com erupções frequentes e com tempestades como o Sol.

Inicialmente, a descoberta do TOI-270 pelos cientistas causou uma expectativa grande, já que os planetas estão em uma zona com temperatura habitável, com chance de suportar água. A descoberta de uma atmosfera muito espessa, com a criação de um forte efeito estufa, acabou desanimando a equipe. Há, ainda, a esperança de fazer novas descobertas mais “habitáveis”.

“O TOI-270 é uma verdadeira Disneylândia para a ciência de exoplanetas e um dos principais sistemas já descobertos pelo Tess”, diz Maximilian Günther, do Instituto Kavli de Astrofísica e Pesquisa Espacial do MIT.

FONTE: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/07/29/cientistas-descobrem-tres-novos-planetas-fora-do-sistema-solar-com-ajuda-de-satelite-da-nasa.ghtml

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Como a tecnologia pode nos ajudar a perder o sotaque ao falar línguas estrangeiras

(https://magazine.zarpo.com.br/hoteis-promocao-ferias-de-julho/)

Você já teve dificuldade de compreender ao ouvir um falante de inglês nativo? Pois foi o que aconteceu com o tenista alemão Alexander Zverev durante uma coletiva de imprensa no Aberto da França em 2018. Zverev tentou, em vão, entender uma pergunta do repórter esportivo Jonathan Pinfield, natural de Yorkshire, no norte da Inglaterra.

O vídeo acabou viralizando nas redes sociais. Pinfield riu da situação, mas disse depois à BBC que tem que falar devagar quando faz entrevistas. Além disso, costuma ser mal interpretado.

A realidade é que um sotaque carregado pode ser um empecilho para a nossa carreira. Pesquisas mostram que os empregadores no Reino Unido ainda favorecem padrões de sotaques americano e/ou britânico para postos de maior prestígio ou “status mais alto”.

Língua franca

Até 2020, 2 bilhões de pessoas vão falar inglês, prevê o British Council, órgão de promoção da cultura inglesa ao redor do mundo. O inglês já é falado por cerca de 1,75 bilhão de pessoas globalmente. Tornou-se a língua franca no mundo dos negócios. Ainda assim, falar sem sotaque carregado não é tão onipresente, pois muitos falantes não são nativos. E até mesmo falantes nativos se sentem julgados pela maneira como falam: mais de um quarto dos britânicos sente que sofreu discriminação por seu sotaque, segundo uma pesquisa realizada recentemente.

O designer britânico Paul Spencer sentiu isso na pele. Spencer se mudou de Fens, no leste da Inglaterra, para Londres em 2003. Ele conta que se viu obrigado a abandonar seu jeito natural de falar e adotar um sotaque mais neutro para progredir no trabalho.

“Foi um esforço consciente, porque originalmente não sabia que tinha um sotaque ou usava dialeto local, mas as pessoas olhavam para mim com uma cara de espanto”, diz ele. “Comia sílabas. Achava que todo mundo aqui falava assim também, mas não”.

No mundo corporativo, várias empresas, como Audi, Airbus, Renault e Samsung, estão adotando o inglês como idioma oficial de negócios entre os países. Na prática, a maneira como isso é implementado varia de acordo com a cultura de cada uma. As regras de usar somente o inglês podem, por exemplo, se aplicar somente a executivos em reuniões do alto escalão ou a absolutamente todos os funcionários em todos os países em todos os níveis de comunicação. O maior site de comércio eletrônico do Japão, o Rakuten, levou a sério a política de usar apenas o inglês como língua franca, chegando até mesmo a substituir os menus do refeitório (em japonês) durante a noite. Na fabricante de automóveis japonesa Honda, executivos do alto escalão terão que provar que são fluentes em inglês até 2020.

Tudo isso faz parte de uma tendência global cada vez mais abrangente, à medida que as empresas tentam aumentar suas receitas internacionais, especialmente aquelas que exportam bens e serviços, diz Christine Naschberger, professora de gestão de recursos humanos da Audencia Business School, em Nantes, na França.

“Para grandes corporações como L’Oréal e LVMH que exportam a maioria de seus produtos, o inglês é realmente o idioma comercial. Mas eu diria que até empresas menores que estão em busca de expandir para fora de seus países de origem estão adotando o inglês como língua oficial. Por isso, se você tem um sotaque carregado pode ser uma desvantagem a longo prazo”.

Por exemplo, uma empresa alemã que exporta mercadorias para fornecedores em, digamos, 20 países diferentes em todos os continentes pode não ter funcionários fluentes nas línguas de todos eles, nem espera que todos eles sejam fluentes em alemão. Mas pode fazer negócios usando um idioma comum: inglês.

Essa tendência ocorre apesar do fato de que, após o Reino Unido deixar a União Europeia, o inglês perderá o status que tinha no bloco. Nenhum dos 27 países-membros restantes usa o inglês como idioma oficial. No entanto, o inglês continuará a ser uma língua de trabalho na UE. Sendo assim, a capacidade de falá-lo de forma compreensível, sem sotaque – ainda será objeto de cobiça.

Diga ‘shibboleth’

A forma de falar vem sendo usada como ferramenta de segregação social por milênios. Quando a Tribo de Gileade derrotou os Efraimitas na Bíblia, eles usaram o sotaque como um meio de identificar os efraimitas sobreviventes que tentavam fugir.

Quem alegou não ser um sobrevivente foi solicitado a pronunciar a palavra hebraica “Shibboleth”, que significa fluxo. As pessoas de Gileade pronunciavam-na com o som ‘ch’, enquanto os efraimitas não conseguiam fazer o chiado. Assim, qualquer um que falasse “Sibboleth” ao invés de “Shibboleth” foi morto no local: 42 mil falharam no teste, segundo o Antigo Testamento.

Nosso sotaque ainda tem profundas implicações em nosso status social, diz Caroline Belot, consultora pedagógica e diretora de comunicações da Sound Sense, uma escola de idiomas em Paris. “Se você pronuncia uma palavra muito mal ou não tiver a entonação correta, pode ser ‘fritado’ em uma reunião.”

Belot cita o erro comum cometido pelos franceses de pronunciar a palavra “foco” como “fuc-us”, que pode causar danos imediatos que prejudicam a credibilidade e a confiança de quem fala. “Como um francês, quando você vai para o exterior, percebe que a maneira como falamos pode ser percebida como fria, chata, irônica, às vezes rude, sarcástica, até deprimida ou geralmente mostrando falta de interesse.”

Reeducando seu cérebro

Então, o truque para a verdadeira fluência reside em re-treinar seu cérebro para neutralizar seu sotaque?

O otorrinolaringologista francês Alfred Tomatis descobriu que cada idioma tem sua própria largura de banda; Escolas de idiomas como o Sound Sense em Paris agora usam esse método para ajudar a re-treinar o cérebro de profissionais franceses para freqüências de inglês usando um dispositivo conhecido como ouvido eletrônico. Trata-se de um conjunto de fones de ouvido que transmite o som através da condução aérea e óssea, fazendo pequenas vibrações que passam através do crânio para o ouvido interno, semelhante a um aparelho auditivo.

Os humanos podem ouvir cerca de 20 Hz a 20 mil Hz. Isso explica por que não escutamos o apito de cachorro porque tal dispositivo emite uma frequência muito maior; nós simplesmente não ouvimos tão bem quanto cachorros e outros animais.

Toda linguagem humana oscila em uma gama diferente de freqüências, com o inglês britânico flutuando consideravelmente entre 2 mil e 12 mil Hz e o francês muito menos entre 15 e 250 Hz e 1 mil a 2 mil Hz. Se o francês pode ser descrito como um idioma uniforme, o inglês é repleto de variações. O russo flutua entre incríveis 125 a 12 mil Hz. Isso significa que alguns idiomas, como o inglês e o russo, podem ter um tom muito mais alto e mais baixo do que o francês.

O método treina o ouvido para a frequência de outras línguas. Primeiro, um instrutor treinado realiza um teste de audição de meia hora para descobrir quão bem um aluno já pode ouvir frequências diferentes. Segue-se a isso uma gravação em fita de duas horas de música, tipicamente música clássica como Mozart, que foi modificada para filtrar as freqüências que você já pode ouvir bem e tocar aquelas que seu ouvido não pode ouvir tão bem. Essas frequências são ligadas e desligadas ao longo da gravação para acordar os pequenos músculos do ouvido médio e fortalecê-los – uma forma de exercício para os ouvidos que pode ser feito sentado em casa.

“Misturamos música e programas específicos na língua que você quer aprender. Ao trabalhar em um método de treinamento, você quer educar os ouvidos e a boca para poder falar no comprimento de onda correto”, explica Belot.

O Sound Sense combina o método com aulas de idiomas, de preferência frente a frente ou por Skype.

Fabienne Billat trabalha como consultora no setor de comunicação digital e estratégia, o que envolve viagens frequentes da França para os Estados Unidos para participar de conferências. Ela diz ter achado o método útil. “O foco do treinamento é realmente entender o ritmo e a acentuação”, diz ela. “A combinação de aulas e o treinamento com o ouvido eletrônico é um método envolvente. É diferente.”

Outras empresas que usaram esse método para ajudar a equipe a melhorar suas habilidades em outros idiomas são IBM França, Renault e Cisco. Uma técnica diferente chamada método Berard também usa essa forma de treinamento auditivo para ajudar no desenvolvimento da linguagem.

Algumas escolas de idiomas afirmam que o uso desse método de treinamento auditivo pode reduzir o tempo necessário para aprender um idioma em até 50%. A Universidade Politécnica de Valência, na Espanha, avaliou o método Tomatis em um estudo recente. A conclusão foi que se trata de uma ferramenta efetiva de aprendizado.

A arte de ouvir

Então, por que não podemos identificar os sotaques mais facilmente e desativá-los? É porque os nossos hábitos começam quando somos jovens.

O cérebro de um recém-nascido pode perceber toda a gama de sons da fala humana, mas em cerca de oito meses ele começa a restringir esse alcance à sua língua ou idiomas nativos. Alguns linguistas dizem que o período crítico para aprender um idioma de forma fluente é por volta dos seis anos de idade, enquanto outros acreditam que o período de corte é na adolescência. Na idade adulta é quase impossível aprender uma nova língua sem sotaque, diz Jennifer Dorman, designer instrucional em didática no aplicativo de aprendizagem de idiomas Babbel.

Em outras palavras, um falante nativo de francês pode ter dificuldade para falar inglês sem sotaque porque seu cérebro não consegue mais perceber toda a gama de frequências que forma a língua inglesa e sua boca não consegue reproduzir o som certo. Especialistas em linguística dizem que a melhor maneira de falar inglês como um nativo, como em qualquer outro idioma, é ouvir e falar o idioma o máximo possível — Foto: Steven Thompson/Unsplash

Dorman diz: “Algumas pessoas são naturalmente talentosas em aprender línguas e muitas vezes eram pessoas que foram expostas a vários idiomas quando crianças. Seus cérebros estavam abertos a muitos níveis diferentes e não começavam a filtrá-los e dessensibilizá-los àqueles diferentes intervalos, por isso é mais fácil para eles ouvirem sons”.

O que posso fazer?

Especialistas em linguística dizem que a melhor maneira de falar inglês como um nativo, como em qualquer outro idioma, é ouvir e falar o idioma o máximo possível. O empresário brasileiro Rafael dos Santos diz que quando se mudou para o Reino Unido em 2002, fez aulas formais de inglês e até contratou um técnico de voz, mas descobriu que a melhor maneira de melhorar seu sotaque era praticar a leitura com seu então namorado antes de ir para a cama.

“Foi como eu aprendi mais”, diz ele. “Ele era um falante nativo de inglês e realmente me ajudou a melhorar. Eu lia em voz alta e ele corrigia minha pronúncia.”

Mas, no final, um sotaque só é um problema se as pessoas não conseguem entender você facilmente, diz a empreendedora russa Polina Montano. Ela é cofundadora de uma empresa que anuncia cargos de nível básico em setores de serviços como o setor hoteleiro. Muitos dos candidatos não são falantes nativos de inglês.

“Acredito que as pessoas em nossa sociedade estão se abrindo para abraçar a diversidade. Você precisa acreditar em si mesmo”. E da próxima vez que seu sotaque afetar sua autoestima, Montano tem uma dica. “Diga a si mesmo: todo mundo tem um sotaque. mas o meu é fofo”.

FONTE: https://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2019/06/27/como-a-tecnologia-pode-nos-ajudar-a-perder-o-sotaque-ao-falar-linguas-estrangeiras.ghtml

porMarketing Unice

Lisboa terá rua com nome de Marielle Franco

(https://www.ocafezinho.com/2019/07/27/500-dias-a-ordem-que-nos-aprisiona-matou-marielle-franco/)

A Câmara de Lisboa aprovou na quinta-feira (25) uma proposta para dar o nome da vereadora e ativista brasileira Marielle Franco, assassinada em 2018, a uma rua da capital portuguesa. Os vereadores destacaram o trabalho da ativista. “Marielle Franco empenhou-se na luta pelos direitos humanos, especialmente em defesa dos direitos das mulheres negras e dos moradores de favelas e periferias, e na denúncia da violência policial”, afirma a nota divulgada pelo gabinete do vereador de esquerda Manuel Grilo.

A nota lembra ainda que a brasileira foi “a quinta vereadora mais votada do Rio de Janeiro, nas eleições de 2016, com mais de 46 mil votos na sua primeira disputa eleitoral”.

PARIS TERÁ LOCAL PÚBLICO COM O NOME MARIELLE FRANCO

Embora tenha sido apresentada pelo bloco de esquerda, a proposta foi aprovada por unanimidade, conquistando também os votos de vereadores da direita. Com o aval da Câmara, cabe agora a uma comissão municipal analisar a proposta e propor a rua da homenagem. Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados em 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. Duas pessoas foram presas suspeitas do crime: o PM reformado Ronnie Lessa, que teria efetuado os disparos, e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz, que dirigiu o carro de onde partiram os tiros. Uma assessora da vereadora que também estava no veículo sobreviveu ao atentado.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/07/26/lisboa-tera-rua-com-nome-de-marielle-franco.ghtml

porMarketing Unice

Investimento maior no combate à hepatite salvaria 4,5 milhões de vidas até 2030, diz OMS

     

(https://www.blumenau.sc.gov.br/secretarias/secretaria-de-saude/semus/populacao-pode-tomar-a-vacina-contra-hepatite-b-nas-unidades-de-saude97)

      Ampliar os investimentos públicos no combate aos diferentes tipos de hepatite viral salvaria a vida de 4,5 milhões de pessoas nos próximos 11 anos, segundo uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS).

         Em preparação para o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, neste domingo (28), especialistas da OMS publicaram um estudo afirmando que seria preciso investir um total de R$ 222 bilhões para que, até 2030, a hepatite viral deixe de ser uma ameaça de saúde pública em 67 países vulneráveis, de renda média e baixa. A estimativa foi publicada na revista “Lancet Global Health”, na sexta-feira (26), bilhões ao ano no combate à hepatite para reduzir as novas infecções em 90% e as mortes, em 65%. Essa meta é oficialmente apoiada por todos os países membros da OMS, inclusive o Brasil. Dos 150 países membros, mais de 40% não têm um plano para eliminar a hepatite.

(http://www.farmaceuticosdocerrado.com.br/doencas-virais-hepatite-f-caso-especial/)

A hepatite é, basicamente, uma inflamação no fígado, que pode ser causada por uso excessivo de álcool, drogas, medicamentos, por diferentes vírus ou por outras doenças, como as genéticas ou autoimunes. Existem cinco tipos de infecções virais que causam hepatite: A, B, C, D e E. As mais comuns são dos tipos A, B e C.

  • hepatite A é a mais leve, tem cura, e pode ser prevenida com vacina;
  • A hepatite B tem vacina, mas não tem cura. O tratamento pode anular a ação do vírus;
  • hepatite C não tem vacina, mas tem grande chance de cura. Toda a medicação deve ser fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) — mas isso nem sempre ocorre efetivamente (veja o vídeo abaixo).

Segundo a OMS, mais de 95% das mortes causadas por hepatite são infecções das variações B e C. Os tipos A e E raramente provocam doenças graves e a hepatite D é uma infecção que ocorre em pessoas que já vivem com a hepatite B.

Mais investimentos

        Em comunicado à imprensa, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, explica que atualmente 80% das pessoas que vivem com hepatite não recebem os serviços necessários para prevenção, exames e tratamento. A OMS estima que, no total, 325 milhões de pessoas no mundo vivem com hepatite B ou C atualmente, ou até mesmo os dois tipos da doença.

“Pedimos uma liderança política forte, com investimentos à altura”, afirma Ghebreyesus.

Transmissão dos tipos mais comuns

 

Hepatite A Hepatite B Hepatite C
Água contaminada Sexo Transfusão de sangue (antes de 1993)
Alimentos mal lavados Agulhas, piercings e objetos de manicure Agulhas, piercings e objetos de manicure
Má higiene das mãos Drogas inalatórias e seringas Drogas inalatórias e seringas

Hepatite no Brasil

          De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, mais de 500 mil pessoas convivem com o vírus C da hepatite sem saber. Esse tipo é o que mais preocupa as autoridades de saúde do país. Em 2018, foram notificados 26.167 casos de hepatite C no Brasil, ante 13.992 casos de hepatite B e 2.149 casos de hepatite A. Foram registrados também 145 casos da hepatite D no país. Em um evento em Campo Grande (MS), na segunda-feira (22), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que a expectativa é chegar a 50 mil tratamentos por ano — em 2019, foram enviados cerca de 24 mil kits de tratamento para os estados.

“É uma meta ambiciosa, mas até 2030, com vacina e tratamento, pretendemos ter números praticamente zero de hepatite no Brasil”, disse o ministro.

           Para isso, explicou Mandetta, é preciso ampliar a aplicação dos testes que identificam a doença na população. Em 2018, o Ministério da Saúde distribuiu 25 milhões de testes de hepatite B e C. O governo pretende superar esse número com o fortalecimento das ações de diagnóstico e ampliação do tratamento.

FONTE: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/07/28/investimento-maior-no-combate-a-hepatite-salvaria-45-milhoes-de-vidas-ate-2030-diz-oms.ghtml

porMarketing Unice

Cientista brasileiro envia ‘minicérebros’ para o espaço para desvendar reação das células

 

A equipe do cientista brasileiro Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), vai enviar os “minicérebros” que usa em pesquisas para o espaço. As pequenas versões do órgão estarão dentro de uma caixa. O lançamento para a Estação Espacial Internacional (ISS) está prevista para ocorrer neste domingo (21) e será a primeira vez que a base irá receber organoides deste tipo. A ideia é entender como as células nervosas podem reagir às condições extremas fora da Terra.

“Minicérebros” são a versão de laboratório do órgão mais complexo do ser humano, mas muito simplificada e reduzida. Eles não têm uma estrutura completa e não têm consciência, mas simulam de forma rudimentar o tipo de organização celular que existe no cérebro humano.

Eles são usados em estudos que buscam entender a reação a tratamentos, o desenvolvimento celular cerebral e como são expressos genes de algumas condições ou doenças. Servem, por exemplo, para pesquisas sobre o autismo da equipe da UCSD, liderada por Muotri.

O projeto é chamado pela ISS de “The Effect of Microgravity on Human Brain Organoids” (“Efeito da microgravidade em organóides do cérebro humano”). O nome da missão que levará o projeto, escolhido pela Nasa, é BOARDS (Organoides cerebrais em pesquisa avançada desenvolvida no espaço, na tradução da sigla em inglês). O estudo busca responder:

“E, numa futura colonização do espaço pelos humanos, entendendo os impactos negativos, a gente poderia tentar preparar o cérebro humano antes de ir”, completa.

No final do experimento, que tem duração de três semanas, os cerca de 100 “minicérebros” retornarão à Terra. A equipe de pesquisadores da UCSD irá medir a contagem das células, os indicadores de metabolismo e a expressão dos genes.

Patrick O’Neill, da comunicação da ISS, confirmou ao G1 o envio do material está previsto para o domingo. Já Muotri informou que o lançamento pode atrasar e ocorrer na segunda-feira (22).

Fonte: g1.globo.com