porMarketing Unice

Lisboa terá rua com nome de Marielle Franco

(https://www.ocafezinho.com/2019/07/27/500-dias-a-ordem-que-nos-aprisiona-matou-marielle-franco/)

A Câmara de Lisboa aprovou na quinta-feira (25) uma proposta para dar o nome da vereadora e ativista brasileira Marielle Franco, assassinada em 2018, a uma rua da capital portuguesa. Os vereadores destacaram o trabalho da ativista. “Marielle Franco empenhou-se na luta pelos direitos humanos, especialmente em defesa dos direitos das mulheres negras e dos moradores de favelas e periferias, e na denúncia da violência policial”, afirma a nota divulgada pelo gabinete do vereador de esquerda Manuel Grilo.

A nota lembra ainda que a brasileira foi “a quinta vereadora mais votada do Rio de Janeiro, nas eleições de 2016, com mais de 46 mil votos na sua primeira disputa eleitoral”.

PARIS TERÁ LOCAL PÚBLICO COM O NOME MARIELLE FRANCO

Embora tenha sido apresentada pelo bloco de esquerda, a proposta foi aprovada por unanimidade, conquistando também os votos de vereadores da direita. Com o aval da Câmara, cabe agora a uma comissão municipal analisar a proposta e propor a rua da homenagem. Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados em 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. Duas pessoas foram presas suspeitas do crime: o PM reformado Ronnie Lessa, que teria efetuado os disparos, e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz, que dirigiu o carro de onde partiram os tiros. Uma assessora da vereadora que também estava no veículo sobreviveu ao atentado.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/07/26/lisboa-tera-rua-com-nome-de-marielle-franco.ghtml

porMarketing Unice

Investimento maior no combate à hepatite salvaria 4,5 milhões de vidas até 2030, diz OMS

     

(https://www.blumenau.sc.gov.br/secretarias/secretaria-de-saude/semus/populacao-pode-tomar-a-vacina-contra-hepatite-b-nas-unidades-de-saude97)

      Ampliar os investimentos públicos no combate aos diferentes tipos de hepatite viral salvaria a vida de 4,5 milhões de pessoas nos próximos 11 anos, segundo uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS).

         Em preparação para o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, neste domingo (28), especialistas da OMS publicaram um estudo afirmando que seria preciso investir um total de R$ 222 bilhões para que, até 2030, a hepatite viral deixe de ser uma ameaça de saúde pública em 67 países vulneráveis, de renda média e baixa. A estimativa foi publicada na revista “Lancet Global Health”, na sexta-feira (26), bilhões ao ano no combate à hepatite para reduzir as novas infecções em 90% e as mortes, em 65%. Essa meta é oficialmente apoiada por todos os países membros da OMS, inclusive o Brasil. Dos 150 países membros, mais de 40% não têm um plano para eliminar a hepatite.

(http://www.farmaceuticosdocerrado.com.br/doencas-virais-hepatite-f-caso-especial/)

A hepatite é, basicamente, uma inflamação no fígado, que pode ser causada por uso excessivo de álcool, drogas, medicamentos, por diferentes vírus ou por outras doenças, como as genéticas ou autoimunes. Existem cinco tipos de infecções virais que causam hepatite: A, B, C, D e E. As mais comuns são dos tipos A, B e C.

  • hepatite A é a mais leve, tem cura, e pode ser prevenida com vacina;
  • A hepatite B tem vacina, mas não tem cura. O tratamento pode anular a ação do vírus;
  • hepatite C não tem vacina, mas tem grande chance de cura. Toda a medicação deve ser fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) — mas isso nem sempre ocorre efetivamente (veja o vídeo abaixo).

Segundo a OMS, mais de 95% das mortes causadas por hepatite são infecções das variações B e C. Os tipos A e E raramente provocam doenças graves e a hepatite D é uma infecção que ocorre em pessoas que já vivem com a hepatite B.

Mais investimentos

        Em comunicado à imprensa, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, explica que atualmente 80% das pessoas que vivem com hepatite não recebem os serviços necessários para prevenção, exames e tratamento. A OMS estima que, no total, 325 milhões de pessoas no mundo vivem com hepatite B ou C atualmente, ou até mesmo os dois tipos da doença.

“Pedimos uma liderança política forte, com investimentos à altura”, afirma Ghebreyesus.

Transmissão dos tipos mais comuns

 

Hepatite A Hepatite B Hepatite C
Água contaminada Sexo Transfusão de sangue (antes de 1993)
Alimentos mal lavados Agulhas, piercings e objetos de manicure Agulhas, piercings e objetos de manicure
Má higiene das mãos Drogas inalatórias e seringas Drogas inalatórias e seringas

Hepatite no Brasil

          De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, mais de 500 mil pessoas convivem com o vírus C da hepatite sem saber. Esse tipo é o que mais preocupa as autoridades de saúde do país. Em 2018, foram notificados 26.167 casos de hepatite C no Brasil, ante 13.992 casos de hepatite B e 2.149 casos de hepatite A. Foram registrados também 145 casos da hepatite D no país. Em um evento em Campo Grande (MS), na segunda-feira (22), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que a expectativa é chegar a 50 mil tratamentos por ano — em 2019, foram enviados cerca de 24 mil kits de tratamento para os estados.

“É uma meta ambiciosa, mas até 2030, com vacina e tratamento, pretendemos ter números praticamente zero de hepatite no Brasil”, disse o ministro.

           Para isso, explicou Mandetta, é preciso ampliar a aplicação dos testes que identificam a doença na população. Em 2018, o Ministério da Saúde distribuiu 25 milhões de testes de hepatite B e C. O governo pretende superar esse número com o fortalecimento das ações de diagnóstico e ampliação do tratamento.

FONTE: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/07/28/investimento-maior-no-combate-a-hepatite-salvaria-45-milhoes-de-vidas-ate-2030-diz-oms.ghtml

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Cientista brasileiro envia ‘minicérebros’ para o espaço para desvendar reação das células

 

A equipe do cientista brasileiro Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), vai enviar os “minicérebros” que usa em pesquisas para o espaço. As pequenas versões do órgão estarão dentro de uma caixa. O lançamento para a Estação Espacial Internacional (ISS) está prevista para ocorrer neste domingo (21) e será a primeira vez que a base irá receber organoides deste tipo. A ideia é entender como as células nervosas podem reagir às condições extremas fora da Terra.

“Minicérebros” são a versão de laboratório do órgão mais complexo do ser humano, mas muito simplificada e reduzida. Eles não têm uma estrutura completa e não têm consciência, mas simulam de forma rudimentar o tipo de organização celular que existe no cérebro humano.

Eles são usados em estudos que buscam entender a reação a tratamentos, o desenvolvimento celular cerebral e como são expressos genes de algumas condições ou doenças. Servem, por exemplo, para pesquisas sobre o autismo da equipe da UCSD, liderada por Muotri.

O projeto é chamado pela ISS de “The Effect of Microgravity on Human Brain Organoids” (“Efeito da microgravidade em organóides do cérebro humano”). O nome da missão que levará o projeto, escolhido pela Nasa, é BOARDS (Organoides cerebrais em pesquisa avançada desenvolvida no espaço, na tradução da sigla em inglês). O estudo busca responder:

“E, numa futura colonização do espaço pelos humanos, entendendo os impactos negativos, a gente poderia tentar preparar o cérebro humano antes de ir”, completa.

No final do experimento, que tem duração de três semanas, os cerca de 100 “minicérebros” retornarão à Terra. A equipe de pesquisadores da UCSD irá medir a contagem das células, os indicadores de metabolismo e a expressão dos genes.

Patrick O’Neill, da comunicação da ISS, confirmou ao G1 o envio do material está previsto para o domingo. Já Muotri informou que o lançamento pode atrasar e ocorrer na segunda-feira (22).

Fonte: g1.globo.com